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Boa noite! / 18 de Abril de 2014
 
Mandante e assassinos de Neto Despanchante são transferidos para Marabá  
Ação rápida da PM prendeu os assassinos e descobriu que a ex-mulher do diretor foi a mandante 
 
Depois que executaram o diretor do DMTC em Canaã dos Carajás, Severino Constantino Neto, o “Neto Despanchante”, no final da manhã de sexta-feira, 02, os pistoleiros empreenderam fuga por uma vicinal que dá acesso a várias localidades, dentre elas a cidade de Sapucaia, vila Jussara, vila Canadá, água azul do norte e Xinguara. A Polícia Militar, sob o comando do Comandante Guilherme Robert, saiu em diligência atrás dos meliantes e comunicou o fato aos policiais da região.

Por volta de 16h do mesmo dia uma guarnição da Polícia Militar de Água Azul do Norte, comandada pelo sargento Divino, informou a apreensão de dois suspeitos com as características informadas pela PM de Canaã próximo a uma localidade conhecida como Casa Branca, a aproximadamente 20km de Água Azul, onde a polícia montou barreira.

Num primeiro momento os suspeitos negaram o crime, mas foi encontrado com eles um revólver 38 com 5 balas deflagradas e uma na agulha, que estava debaixo do banco do carro modelo Corsa de cor prata. Imediatamente os suspeitos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Xinguara, onde foram ouvidos pelo delegado José Orimaldo e identificados como sendo Givaldo Souza Sá, brasileiro, casado, taxista de 46 anos, residente em tucumã; e Antonio Ribeiro de Mendonça, popular “Antonio Juquira”, casado, 47 anos, residente na fazenda Água Preta, zona rural de são Félix do Xingu. “Tudo indica que depois do crime os pistoleiros retornavam para suas residências tranquilamente, sem ao menos trocarem de veiculo ou mesmo se livrarem da arma”, afirmou sargento Divino.

Uma guarnição da Polícia Militar de Canaã, comandada pelo sargento Manoel, que estava em perseguição aos suspeitos, foi informada e se deslocou até a cidade de Xinguara e fez a locomoção dos envolvidos até Canaã.

Mandante

Enquanto os elementos estavam sendo trazidos para Canaã dos Carajás, negando ainda ter matado Neto Despanchante, a ex mulher Eliane Maria Rosa de Souza, de 37 anos, estava acompanhando o corpo que havia seguido para o município de Marabá para laudo do IML. Foi Eliane também quem registrou o fato na Polícia Civil após chorar escandalosamente sobre o corpo do ex marido ainda no local do crime. Devido ao estado emocional de Eliane, o delegado de Canaã, José Eucldes Aquino, ficou sensibilizado com sofrimento da mulher e propôs que a mesma prestasse depoimento após o enterro.

Eliane foi avisada da prisão dos suspeitos e ainda assim preferiu continuar no velório, onde foi presa por volta de 3h da madrugada do dia 3, depois que os acusados foram interrogados pela Polícia Civil de Canaã, com apoio do delegado Alberto Teixeira, da Superintendência da Polícia Civil de Marabá. Eles confessaram o crime e informaram também o nome do mandante. Diante dos fatos Eliane não negou e confessou com riqueza de detalhes como planejou a morte de Neto.

Premeditação

Segundo o delegado Euclides Aquino, Eliane se envolveu amorosamente com um dos acusados e junto com ele arquitetou o crime. Givaldo ficou responsável em arrumar alguém que fizesse o serviço enquanto que Eliane ficou responsável pelo pagamento do crime, que custou R$15 mil, sendo que R$10mil foram pagos antecipados e os outros R$5 mil seriam pagos depois do serviço pronto. Era também Givaldo quem dirigia o carro que conduzia o pistoleiro arranjado por ele.

Após ter confessado o crime Eliane relatou que não esperava que os companheiros a entregassem, por isso permaneceu na cidade. Após ser presa, Eliane se disse arrependida, porém não derramou mais nenhuma gota de lágrima.

As mulheres de Neto...

Segundo Eliane, Neto há seis anos mantinha um caso com uma mulher de prenome Lúcia, motivo da separação do casal, mas mesmo envolvido com outra mulher ele não permitia que ela se envolvesse com ninguém, agressões e escândalos envolvendo o nome de Neto eram constantes.

Eliane foi ameaçada por diversas vezes por ele, tendo inclusive que ser escoltada pela Polícia Militar da escola onde trabalhava para casa, devido às ameaças de Neto. “Fiquei com medo dele matar a mim e a minha filha e me mudei para casa de meu pai, onde ele esteve recentemente, me agrediu fisicamente e ameaçou o meu pai apontando uma arma na cara dele, além de querer fazer sexo comigo na frente da nossa filha de 16 anos que também era vitima das ameaças dele”, desabafou Eliane.

Apesar de ser casado no papel com Eliane e manter um caso com Lucia, de acordo com Eliane, Neto vivia maritalmente com uma terceira mulher de prenome Laura, mas não deixava que a acusada tivesse uma vida social. Enquanto o corpo da vitima estava caído no local do crime, as três mulheres compareceram e ficaram abaladas. As três também compareceram ao velório.

O crime - O crime ocorreu por volta do meio dia da última sexta feira, 2, na avenida Weyne Cavalcante, a aproximadamente 200 metros do quartel da Polícia Militar e há cem metros do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte de Canaã (DMTC ), para onde estava se dirigindo de moto Biz. Ele foi executado com tiros de revólver 38. No capacete que usava eram visíveis as marcas de qutro balas. Mandante e assassinos foram transferidos para o presídio de Marabá no sábado, 3.

 
Fonte: Da Redação
Data: 07/03/2012